Era sábado. 13 de junho. Apos a ressaca de dia dos namorados, dia de ir pra balada comemorar o aniversario das amigas. Fechamos uma van. E ela ia. Mas acompanhada.
Cheguei lá, confesso, com mais receio de encontrar a pseudo do que de encontrar ela. E não é que é verdade o que dizem sobre o medo atrair as coisas?
Saindo da cabine do banheiro. Trombo, literalmente a pseudo. Não deu nem tempo de pensar, e a vi! Tava linda. Aquela maquiagem. O rosto. Aquela pinta na bochecha que me desmonta. Olhei por um milésimo de segundos e disfarcei. Lavei as maos,trêmula. E fui pegar uma cerveja. Apos pegar, me viro. E lá está ela atrás de mim.
Me lembro como se fosse ontem de como o cabelo dela era lindo. De como as pernas dela eram torneadas. Ela estava de costas.
Resolvemos ir pra outro canto pois meus amigos também estavam em rixa com a pseudo.
A noite tava demorando demais a passar. Eu tinha acabado de voltar a beber após meu infarto. Estava tranquilamente segurando uma cerveja quente por horas.
As horas se passavam e meu sono começava a vir. Já não tenho mais pique pra balada. Sentei.
A Laisa, minha amiga de infância, também estava lá. Ha muito tempo não a via. Ela ia até mim a cada meia hora, me fazer experimentar cada coisa q ela comprava no bar.
De repente... Uma voz:
- cadê a zoe?
- quem?
- a zoe!
Senti meu coração acelerar. Meu deus. Outra taquicardia não! Estava sem meu remédio! As pernas amoleceram. Eu respirei. Tinha entendido o que ela disse. Mas queria q ela chegasse mais perto pra falar.
- não entendi!
- a Zoe. Você não trouxe?
- ahhh. Sim. Ta no meu bolso.
- ahhh. Ela eh pequenininha então??? :(
- naooo... Se por a mao, ela cresce!
Quis fazer uma graça. Ela sorriu sem graça. Tampou a boca, virou de costas e voltou pra mim.
- sabe quem sou eu, ne?
- seiii...
Naquele momento eu só queria beijá-la. Os olhos castanhos dela brilhavam naquela luz neon. E aquele sorriso. Aquela boca. Passei o resto da noite pensando nela. E os dias seguintes também...
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